15 Novembro 2011

A importância dos Indicadores

Estive recentemente em Brasília, entre os dias 7 e 11 de Novembro participando em um encontro chamado: Curso sobre Conceitos e técnicas para elaboração de diagnósticos e monitoramento de ações do Plano Brasil sem Miséria. Este encontro reuniu pessoas de diversos lugares do Brasil. Tivemos lá representados os estados do: RJ, MG, AL, MA, PE, AM, RO, RS, PR, DF, RR, PA, MS, SP, CE e me perdoem se esqueci algum, era uma riqueza de saberes muito grande. Os encantos que me foram causados pode ser o responsável por eu esquecer de mencionar algum estado.
Bom, por que falo disso? Por que a importância de trazer a presença de tantos estados, alguns bastante evoluídos se comparado a outros, num texto que trata de indicadores?

Como é do conhecimento de muitos, agora trabalho numa equipe de projetos de uma proposta audaciosa do governo do estado. Sempre soube que indicador é a chave para o segredo de muitas coisas. Após integrar esta equipe, isso ficou mais claro ainda. O curso me permitiu algumas indagações: Como pudemos andar tanto tempo sem considerar ou dar a devida importância aos indicadores? Por que ainda hoje existem gestores que não valorizam a importância dos indicadores para auxiliar em sua gestão? Por que não se investe em ferramentas, aplicações, que auxilie na tomada de decisões baseada em indicadores? As tecnologias e seu uso ainda é muito fragmentada?

Hoje no campo da política pública, não há como ignorar ou fragmentar os indicadores. Isto só colocará em cheque os projetos, planos e portfólios que surgirem. Eles são de fundamental importância para uma boa gestão e não é possível dissociar o seu tratamento do uso de ferramentas, aplicações e tecnologias que devem auxiliar na árdua tarefa de compilar a informação de que precisa pois, também não adianta de nada ter muita informação e não saber ou não conseguir absorver aquilo que realmente precisa. Dai a importância das tecnologias informacionais. Há um universo muito grande de lugares onde se pode coletar indicadores. Sites dos ministérios, IBGE, UNESCO e pesquisas específicas como IPEA, PNUD, PNAD podem fornecer uma gama muito grande de números. No entanto, deve-se atentar à importância de tratá-los de forma a filtrar e ter como resultado final o que de fato lhe interessa.

Neste contexto todo, ficou claro que a dificuldade do trato com indicadores não é uma coisa inerente à estados mais novos ou menos experientes. Na verdade é uma realidade que açoita a grande maioria dos estados brasileiros. A grande diferença entre eles é bem simples: Há gestão que dá a devida importância aos indicadores. É isso.

Quanto ao uso das tecnologias, o MDS – Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome através da SAGI – Secretaria de Avaliação e Gestão da Informação (secretaria responsável pela disseminação, tratamento, e oferta das informações com apoio no uso de tecnologias) possibilitou este momento de estudo com objetivo de auxiliar os estados a trabalharem com indicadores disponíveis em diversos espaços digitais e de acesso livre a qualquer pessoa. Foi uma semana intensa, de muita informação o que dificultou a participação de alguns dos colegas mas que não impediu o desejo de aprender a lidar com o conhecimento proporcionado neste dias. O MDS está trabalhando na oferta de alguns novos aplicativos que auxiliarão os estados a tratar os indicadores, tabular e coletar dados. Vale destacar a importância de algumas aplicações que estão sendo desenvolvidas e que atenderão especificamente o Plano Brasil sem Miséria. Como o IDV que lidará com dados do IBGE e poderá mostrar os bolsões de pobreza num nível de detalhamento, chamado pelo IBGE de, setor censitário, ou seja, não mostrará residências ou informações pessoais. Também o MUNIC, ESTADIC, MONIB e outros que ainda estão em fase de desenvolvimento e testes. Veja algumas das ferramentas disponibilizadas ao longo da semana:

Relatórios de Informações Sociais – RI

http://aplicacoes.mds.gov.br/sagi/RIv3/geral/index.php

MI Vetor

http://aplicacoes.mds.gov.br/sagi/mi2007/tabelas/mi_social.php

Matriz de Informação Social – Tabelas Sociais

http://aplicacoes.mds.gov.br/sagi/mi2007/tabelas/mi_social.php

Data Social

http://aplicacoes.mds.gov.br/sagi/simulacao/layout/teste/miv_novo.php

Identificação de Localidades e Famílias em Situação de Vulnerabilidade - IDV

http://aplicacoes.mds.gov.br/sagi/idv

Tabulador SUAS - Tab SUAS

http://aplicacoes.mds.gov.br/sagi/simulacao/TabSocial/censo_suas.php

IDCRAS

http://aplicacoes.mds.gov.br/sagi/gerente/indicadores/

Metas de Desenvolvimento do CRAS

http://aplicacoes.mds.gov.br/sagi/metas

Painel de Monitoramento do Brasil Sem Miséria - MONIB

http://aplicacoes.mds.gov.br/sagi/monib

Painel de Indicadores de monitoramento para ações BSM

http://aplicacoes.mds.gov.br/sagi/PEI2

13 Setembro 2011

Trabalho infantil existe sim

Rondônia sobe no ranking do trabalho infantil chegando ao segundo lugar. (fonte: Aqui)




Certa vez, discutindo alguns assuntos graves presentes na realidade de Rondônia com amigos chegamos ao mais polêmico, Trabalho Infantil. Do início do meu trabalho na Gerência de Políticas Estratégicas para Crianças, Adolescentes e Juventude, na Secretaria de Estado de Assistência Social, ouço muito sobre essa problemática. Há quem diga que o trabalho infantil não existe, que isso é irreal e nunca foi constatado no estado.

Bom, muitas vezes já encontrei crianças com 14 anos por completar trabalhando sim, e olha que eles dão show em muito funcionário público que cumprem fielmente seu horário de trabalho que geralmente é de 6 horas corrida. As vezes até ganham 15, 20 min no final do expediente. Essas crianças, muitas delas ou a maioria, trabalham o dia todo adentrando a noite como é o caso de um garoto que encontrei na Rodoviária de Ariquemes trabalhando de engraxate ou então os dois garotos, de 13 anos cada um, que estavam no período do 7 de setembro deste ano (2011) no lavador de carros onde deixei o veículo para lavar.

Nesse ultimo caso, conversei com os meninos, procurei saber se foram eles que lavaram meu carro. Resistivos de cara negaram, quando elogiei dizendo que o veículo ficara limpo e agradável se encheram, estufaram o peito e falaram: “é tio, foi nós sim”. Aquilo me apertou o coração. Lembrei da minha infância quando eu tinha o desejo profundo de vender picolé. (rsrs) É engraçado, mas quis muito vender picolé só por que via amigos que trabalhavam com isso andando debruçados por sobre o carrinho, eu achava aquilo o máximo. Certa vez me enchi de coração e indaguei minha mãe sobre isso. Nossa, ela quase surtou dizendo: “menino você está ficando doido, se seu pai souber disso ele vai brigar contigo, nem pensa em pedir isso pra ele”. Realmente era inaceitável para um pai que tinha como discurso o estudo com dedicação exclusiva, sem distrações a não ser o laser comedido de uma boa prática de esporte, lógico, após as tarefas todas concluídas. Meu pai realmente foi o mentor da minha índole e do meu caráter. Agora penso, quantas crianças nos dias de hoje não tem um pai como eu tenho, ou então, não tem as condições mínimas necessárias só para ficar com os estudos sem ter que se preocupar com o café da manhã ou o que comer no almoço. O governo por muito tempo foi omisso a toda essa situação. É muito bonito falar de campanha informativa de enfrentamento ao trabalho infantil, no entanto só quem sabe o que é passar fome é que realmente tem clareza dessa situação.

Nunca concordei com essas companhas, folheto, panfleto, tantos etos que não resolvem o problema, rios de dinheiro gastos pelo poder público, pelos órgão de fiscalização e que não surtem efeito nenhum. Há que se pensar em novas estratégias, em mudanças, em novos formatos de tratar essa população que está ai, sob nossos olhares, invisíveis, nos bastidores da sociedade. Eles clamam por justiça social, por igualdade de direitos, por intervenção positiva de seus governantes nos quais depositam sua confiança do dia das eleições de que um dia as coisas irão mudar para melhor. Entra governo, sai governo e o povo é colocado em escanteio caindo em descrédito.

É chegado o momento de revermos a forma de tratar nossa gente que está em vulnerabilidade e risco social, estamos falando de quase 1/3 da população do estado (Dados preliminares Censo IBGE 2010), precisamos entender a fundo a situação de um pai ou mãe que coloca seu filho para trabalhar e ajudar com as despesas de casa por que não tem condições de assumir essa responsabilidade, precisamos buscar no íntimo dessas famílias as soluções para tudo isso e parar de achar, sentados de uma mesa confortável, que somos os donos da verdade e aquilo que fazemos daqui irá resolver seus problemas.

19 Agosto 2011

Juventude e Oportunidades

Juventude é a bola da vez.
Este segmento que há muito tem sido esquecido começa a ter a visibilidade pela qual lutou e luta diariamente. Este ano teremos a 2ª Conferência Estadual de Políticas para Juventude em Porto Velho e neste contexto acontecem por esses dias as conferências municipais/regionais ao longo de todo o Estado. Neste exato momento o Francisco (GECAJ - SEAS) está acompanhando a conferência de Vale do Paraíso e também, neste exato momento, estamos reunidos (em fase final), equipe da SEAS - Secretaria de Estado de Assistência Social, SESDEC - Secretaria de Estado de Segurança, Defesa e Cidadania, SECEL - Secretaria de Estado de Esporte, Cultura e Laser, SEJUS - Secretaria de Estado de Justiça e Corpo de Bombeiros para tratar de assuntos pertinentes à todas as crianças, adolescentes e jovens do Estado, de modo especial aqueles que estão em situação de pobreza e extrema pobreza e que sofrem todo tipo de violência e violação de direitos.

Teremos, com o lançamento do Plano FutuRO (plano de enfrentamento à pobreza e extrema pobreza), algumas propostas que irão atender o público do qual tratamos aqui de modo a garantir a sua emancipação e de toda sua família. A intenção é realmente oportunizar essas juventudes garantindo acesso aos serviços e bens públicos dos quais todos têm direitos e pelos quais muitos lutam diariamente.

Este é o momento ideal, com a conferência em pauta, iniciativas e propostas convergentes e a vontade da população infantojuvenil que nunca desistiu de lutar, temos um cenário sócio, político e econômico altamento favorável para melhoria de vida, qualificação profissional, inclusão produtiva, inserção no mercado de trabalho e elevação de escolaridade, dentre outros. Agora sim eu acredito que a "outra realidade possível" da qual sempre falei nos grupos juvenis dos quais fiz e faço parte está bem próxima de ser efetivamente concretizada. Nós teremos uma outra perspectiva de vida para nós jovens. Este é o momento de participar, de colaborar e construir coletivamente esta outra face social, a qual queremos para nós.

Finalizo recordando uma bela música que diz: "..se a juventude viesse a faltar, o rosto de Deus iria mudar."

04 Agosto 2011

Gestão de projetos

Quem diria, tenho dessas coisas, altos e baixos para escrever. Uma vez escrevo muito, outra fico um tempão sem escrever nada para publicar. Hoje, do aeroporto de Brasília sinto-me deveras provocado a escrever. Escrever sobre as idéias que me vêm à cabeça sem titubear, sem ter medo da grafia errada ou não.

Agora mesmo penso na transformação que as Tecnologias da Informação podem proporcionar à um ente do governo seja ele integrante de quaisquer 1 das 3 esferas. Neste momento me pego pensando nas possibilidades que um processo de modernização com a adoção de recursos Tecnológicos podem causar de positivo à um órgão.

Tenho a dura missão de escrever muito em breve um projeto para assegurar recursos justamente para informatizar a Secretaria de Estado de Assistência Social. Vejo com isso imensas possibilidades. Mas o grande medo que assola toda e qualquer equipe que tem a responsabilidade de escrever algo com a finalidade de garantir recursos financeiros, a elaboração do projeto. Esse bichinho que tanto assusta e que dificilmente encontra alguém à altura (com a qualificação necessária) para sasseá-lo. É como se fosse uma trituradora, comendo seus conhecimentos e reservando ali, informações valiosíssimas que determinarão seu sucesso ou seu fracasso.

Pois bem, estou vivendo essa realidade agora, não com os medos de que falo aqui, mas com um real sentimento de expectativas. Gosto do desafio, gosto da provocação, gosto, principalmente, da superação. Este final de semana terei aula e adivinha de quê? Gestão de projetos de TI. Não é legal isso? Justamente das duas coisas de que trato aqui, a TI e Projetos. Terei aula sobre PMBOK, um calhamaço de informações, distribuídos em pouco mais de 400 páginas. Já imprimi este material justamente para utilizá-lo no campo profissional. Agora utilizarei para a aula e para aprimorar conhecimentos. Tudo isso vai colaborar muito para o meu próximo desafio, escrever o projeto de TI para a Secretaria de Estado de Assistência Social. É, muito trabalho me espera. Tenho fé, essa batalha já está vencida, eu ganharei.

A imagem deste posto foi retirada daqui.

Significado de Negociar

Bem, nunca pensei que tentaria refletir o verdadeiro sentido da palavra Negociar. Não acredito muito no modelo capitalista uma vez que ele colabora e muito para aumentar as fronteiras entre as classes sociais.

Bom, agora reflito a palavra negociar num outro contexto, outro cenário, num momento em que acredito fielmente que será a palavra que irá ajudar a vida de muitos rondonienses.

Hoje tivemos, Secretária de Estado de Assistência Social Sr.ª Cláudia Moura e eu durante o dia em função de uma reunião com a equipe de trabalho da Secretaria Nacional de Renda de Cidadania - SENARC, Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à fome, em Brasília para acertar detalhes do programa do estado de Rondônia que terá por finalidade o combate à extrema pobreza e realmente tivemos o que posso chamar de um momento de negociação.

Muitas são as variáveis que deverão ser levadas em consideração neste momento tão importante para o Estado, fatores altamente relevantes e decisórios para o sucesso do programa. Não só pela proposta que é inédita mas também pela população que será atendida, que merece todo carinho e atenção e ao qual temos que detalhar ao máximo essa proposta.

Amanhã retorno à Porto Velho e tentarei auxiliar a equipe a trabalhar neste detalhamento de que falo aqui. A Secretária já em diálogo com a equipe para buscar soluções imediatas e certeiras. A semana que vem será crucial para tais decisões. PPA fechando, público alvo sendo definido, indicadores sendo buscados. Acredito que iremos conseguir consolidar estas propostas e muito em breve ofertar ao povo de Rondônia, os que estão em vulnerabilidade socioeconomica, uma melhora na qualidade de vida.

17 Junho 2011

Gestão é palavra de ordem

Literalmente, gestão é palavra de ordem. É pela gestão que um organismo ou entidade funciona ou não. A gestão dentro de grandes empresas, seja ela pública ou privada, é a função que transforma o trabalho em produtivo ou torna-o descartável e imprestável. Em órgãos públicos que tenho visitado vejo que o maior problema da máquina pública é justamente a deficiência de sua gestão. Hoje, a falta de gestão prejudica o "cliente" final. Em grandes empresas privadas, o cliente final é o usuários de serviços ou produtos desta empresa. Em casos de empresas públicas, são os usuários dos serviços ofertados. Aquilo que conhecemos como políticas públicas se encaixam nesta descrição simplista como exemplo de serviço ofertado. Assim, como uma amostra, trago a realidade do órgão no qual estou trabalhando. Assistência Social. Na minha área de atuação, lido diretamente com a oferta de serviços vindos direto do governo federal como: PETI e PROJOVEM Adolescente. São serviços ofertados para um público que está em situação de risco. Então, se a gestão desta oferta é realizada de forma deficiente, o público alvo sofre diretamente com essa má gestão.
Neste sentido entra em campo o BPM - Business Process Management (Gerenciamento de Processos de Negócios) que resume-se a um conceito que une Gestão de Negócios com Tecnologia da Informação. Este conceito trata diretamente, dentro de um negócio (público ou privado) a gestão dos processos responsáveis pelos resultados de uma organização. Tudo resume-se ao alcance de seus objetivos, ou seja, aquilo que agrega valores ou que permeia uma cadeia de produção. Na verdade, focando na gestão pública, o objetivo é subsidiar dando condições no auxílio à uma gestão com qualidade e efetiva de fato. Atualmente percebo que a falta da T.I. em mecanismos de gestão pública é o principal fator das deficiências gerenciais que tocam os mais diversos órgãos públicos, em qualquer esfera. Então pessoal, o que estão esperando para buscar colegas profissionais da minha área para contratá-los para este trabalho? Rondônia está crescendo para o mercado de T.I. Nos encontramos por ai.

09 Junho 2011

Software Livre

É interessante como vemos a sociedade do conhecimento, a sociedade de quem detêm o poder através dele. Vivemos numa era altamente evoluída, com diversas tecnologias surgindo pelas bordas de suas criações, sedentas para lançar novas e novas ideias todos os dias. Mal é lançada uma nova tecnologia já temos outra em seguida que supera sua antecessora e dessa forma vivemos os tempos das novas tecnologias, constantes e surpreendentes.

Neste contexto, temos uma grande parcela da população que é privada do acesso a esse conhecimento, que só está disponível para aqueles com situação economicamente favorável. Contra essa realidade é que surgem propostas como a do ativismo pró software livre como eu gosto de chamar. Por que falo disso neste momento? bom, realmente, por ser um assunto que me provoca muito, no entanto, me provoca ainda mais quando encontro pessoas que acreditam nos mesmos ideais e trabalham para que esses ideais se tornem realidade e estejam cada vez mais presente nas vidas das pessoas que delas necessitam. Hoje, conversando com um grupo, na verdade com dois grupos, representados nas pessoas de Marquinhos, Gaspar e Edjales, nesta ordem representantes do C.A.O.S - Cultura e Arte Organizando o Social e o MHF - Movimento Hip Hop da Floresta, em um dado momento de nossa calorosa discussão encontramos, dentre muitas afinidades, uma que muito me chamou a atenção, o ideal de mudança social através da adoção do software livre. Papo vai, papo vem, e entramos num consenso de que necessitamos realizar algo grande, visível aos olhos de quem nos interessa atingir primeiro, nossos governantes, e mostrar-lhes que, tanto economicamente quando socialmente, essa proposta causaria uma reviravolta muito grande no formato de vida que temos hoje. A princípio, temos contatos de pessoas que são profissionais em diversas vertentes do software livre e que poderiam contribuir muito para a realização de um fórum estadual de software livre, que tal? bom, enquanto vamos conversando, eu vou me capacitando mais e mais nessa área, agora mesmo busco contato com uma instituição reconhecida nacionalmente e que trabalha com cursos de qualificação e certificação nas diversas áreas do software livre. Quem sabe assim, eu não possa ser um colaborador direto dessa iniciativa. Ah, aproveito para partilhar com os leitores(as) deste artigo uma vontade muito grande de casar propostas do uso desta plataforma com tecnologias sociais. Estou a procura de mais informações, quem souber e puder socializar, agradeço.


Para maiores informações, informo alguns links interessante sobre software livre:



http://www.softwarelivre.gov.br/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Software_livre
http://softwarelivre.org/

07 Junho 2011

Conflitos agrários

Esta semana está sendo repleta de surpresas, novidades e demandas urgentes. Nesta segunda feira recebemos a determinação do governador de pensarmos uma série de projetos com o objetivo de reduzir/extinguir de vez conflitos agrários e ambientais dentro de Rondônia. Achei interessante esta iniciativa por que acabei vislumbrando uma série de reivindicações feitas por movimentos, associações e organizações ao longo de anos. Uma coisa que me provocou foi: Por que essa mobilização que demandou a paralisação total de algumas secretarias para apresentarem respostas eficazes para as problemáticas encontradas nestes lugares? Bom, pesquisando no período do almoço encontrei a resposta. Uma determinação do governo federal dada em virtude das mortes de lideres de movimentos relacionados à terra ocorridas em dois estados da região norte, um deles o nosso, Rondônia que perdeu nesta semana vítima de um assassinato brutal o líder do Movimento Camponês Corumbiara - MCC, Adelino Ramos.

É notório que há muito tempo os conflitos agrários e ambientais vitimizam muitas pessoas que lutam contra o latifúndio, a exploração desenfreada da terra e do gado. Agora, escrevendo da sede do Iperon de Porto Velho, com conselho gestor estratégico do atual governo do estado discutindo alternativas e soluções que deverão ser sistematizadas e apresentadas à união a fim de minimizar e/ou exaurir tais conflitos. Muitas são as propostas mas dentre elas a que é mais gritante é a questão da regularização fundiária e das terras com assentamentos e acampamentos de famílias. Percebo nessa conversa que a vontade de solucionar os problemas é a vontade das secretarias convocadas para este trabalho. Intitulado de "mesa integradora I", os trabalhos de hoje (06/06) giraram em torno da sistematização, alinhamento e concretização de propostas feitas através de projetos que integrem as ações do governo através de suas secretarias para os fins apresentados neste texto.

Dentre as ações temos projetos de inclusão digital no campo que atendem a população juvenil rural das áreas de conflito agrário e ambiental. Acabo de ouvir propostas de educação no campo nos moldes da pedagogia da alternância.

As propostas estão sendo organizadas numa planilha matriz neste exato momento, sendo organizadas e concentradas as propostas das secretarias envolvidas concluindo este trabalho com a criação de um só documento.

Espero que os trabalhos não parem por aqui e que também possamos ampliar essas discussões a fim de dar a qualidade, atenção e viabilidade necessárias para a concretização destes sonhos.

09 Abril 2011

gestão da informação X assistência social

Estou na aula da pós em MBA em TI, de Gestão estratégica da informação, e não pude resistir, peguei meu notebook para escrever sobre umas idéias que me perseguem desde o dia de ontem, quando iniciou a aula. Bom, estamos tratando aqui da gestão estratégica da informação e o uso de algumas de tecnologias para uma boa gestão. E não consigo dissociar a informação aqui adquirida do mundo externo, lá de fora, que é onde estou atuando, trabalhando. Minha visão vai além, como usar isso tudo em função de uma boa prática da política de assistência Social? algumas idéias me vêem na cabeça, no entanto se perdem ao lembrar que esbarramos em alguns processos para realizá-las, mas como seria interessante usar recursos de gestão da informação nos processos existentes, hoje, dentro de uma secretaria de assistência social, que a é a responsável pela gestão, execução e monitoramento das políticas socioassistenciais. Bom, tenho uma viagem este domingo para Guajará-Mirim, para acompanhar a comitiva do governador que se comprometeu com aquele povo e assumiu o município como uma prioridade de governo. Nesse contexto, tenho lá o público com o qual eu sou responsável de realizar um bom trabalho, crianças, adolescentes e juventude. Pois é, para quem não sabe, sou o gerente estadual de políticas para esses segmentos. Olha a responsabilidade. Conheço um pouco da angustia dos morados daquela localidade. Afinal, meu pai e meu irmão são minhocas daquela terra. Espero que consigamos realizar um bom trabalho e dar evidência àquele lugar, um lugar rico de cultura, história e tradições. Que bom que existe a tecnologia para nos auxiliar e que ruim que ela ainda não é explorada para a realização de um trabalho nesse âmbito.

27 Março 2011

Indignação

No dia em que Rondônia perdeu o ex-deputado Valverde num acidente de carro, viajavamos a Talita, o Diogenes e eu de Porto Velho para Ariquemes e em determinado momento entramos nesse assunto, abismados com mais um acidente que vitimiza uma pessoa nesta nossa estrada. Pois bem, nos dias seguintes muitas foram as manifestações com a tragédia ocorrida. Lembro ter lido uma nota de pesar no site do Governo de Rondônia, acredito que escrita por nosso governador, Confúcio Moura. Após este fato, lembro ter visto também no site da Assembléia Legislativa do Estado, os deputados discutindo e propondo o alargamento desta estrada. Bem, uma coisa que me intriga é que durante alguns dias esses fatos ficam marcados e presentes em nossas vidas mas logo se perdem na labuta diária e correria constante em que estamos. Porém, hoje, retornando de Ariquemes para onde eu fui na sexta feira de moto, presenciei mais um acidente. Após muitas pessoas me aconselharem não fazer este trajeto de moto apresentando fatos e reforçando o perigo que estamos correndo em nossa estrada eu resolvi não dar atenção e ir de moto. Porém, hoje mais que nunca, percebo que o dito popular que fala que só acreditamos quando é conosco faz sentido. Retornando hoje de Ariquemes, numa viagem tranquila, próximo de Itapuã, ultrapassei 1 carro e uma carreta e entrei em um posto da cidade para abastecer a moto. Nestes 10 minutos que permaneci parado, a carreta e o carros avançaram na estrada. Logo entrei nela novamente. Logo a frente percebi uma agitação estranha, os carros parando com seus piscas alerta ligados, e logo me veio a cabeça, "isto é um acidente". Realmente, o carro que eu acabara de ultrapassar, havia se chocado com outro veículo que vinha em sentido contrário. Uma coisa estranha, nunca pensei sentir aquilo. Um carro que eu havia a pouco tempo ultrapassado estava ali, praticamente destruído. O que mais me chocou foi a violência com que o outro carro, que acredito eu que era um Fiat Uno, foi lançado para fora da estrada. E mais ainda, logo que vi parecer ser um veículo que estava chegando de um dia de lazer, imaginei logo que não deveriam estar usando cinto, mas não sei se isso é fato. O que é fato é que eu vi uma criança sendo tirada daquele carro inconsciente, desacordada no colo de um rapaz. Aquilo me marcou.Infelizmente este foi 1 dentre muitos outros que acontecem em nossas estradas diariamente. Seria tão bom se o ser humano tivesse uma consciência de responsabilidade, de respeito ao outro e principalmente de amor ao próximo. É senhores deputados e governador, fico na expectativa de que vocês, nossos governantes, possam melhorar as condições de trafegabilidade de nossas estradas em respeito a esse povo que batalha e que constantemente está presente nesta estrada e que em diversas situações são vitimizadas fatalmente. A idéia de duplicação é ótima, exijam mais monitoramento da Polícia Rodoviária Federal nestes trechos, quem sabe, criar uma Polícia Rodoviária Estadual, é uma boa, vi isso na divisa do Mato Grosso com Goiás. Espero que possamos viajar sem sentir o medo de não chegar ao destino pois é essa a sensação que tenho a partir de agora viajando em nossas estradas. Fotos do acidente: